Conheça o Cinema Independente | Top 7 filmes indie

Descubra a riqueza do cinema independente

cinema independente

O cinema é um dos entretenimentos mais amados e uma das obras de arte mais apreciadas no mundo inteiro. É comum que filmes de Hollywood e outras grandes produtoras alcancem bilheterias bilionárias. Mas além das gigantescas produções repletas de efeitos especiais, existem verdadeiras pérolas no cinema independente, tantas vezes feito com poucos recursos.

O baixo financiamento não é uma justificativa para deixar de criar verdadeiras obras de arte.

Neste artigo, serão resgatadas as principais produções do cinema independente.

Índice de conteúdo

  1. O que significa “indie movie”?
  2. O cinema independente;
  3. História do cinema independente;
  4. Top 7 filmes indie.

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O que significa indie movie?

A expressão indie movie significa um filme que foi feito por uma produção independente, sem envolvimento de grandes estúdios produtores de blockbusters. Tais filmes, em sua maioria, possuem baixo orçamento e uma temática psicológica.

Desde meados do século XX, muitas produções indie possuem um conteúdo considerado alternativo, revolucionário, tornando-se uma das principais características desse tipo de filme. 

Muitas vezes apresenta conteúdo psicológico existencialista e até mesmo psicodélico.

O conteúdo alternativo pode ser considerado como um dos fatores que levam ao baixo financiamento. Pelo fato de ser um conteúdo que agrada certa minoria, os investimentos são baixos, posto que os lucros são também baixos. 

Contudo, isso não é uma regra conforme se verá adiante. 

O cinema independente

significado de indie movie

O cinema independente é a denominação dada para os filmes que não são financiados por grandes estúdios de cinema. O nome independente se refere ao fato de o produtor possuir total liberdade para produzir o filme conforme sua vontade, de maneira independente. 

Por não ter que cuidar do dinheiro de uma empresa alheia, o produtor de cinema independente goza de total liberdade no seu filme.

O produtor e o diretor de filmes de grandes estúdios, porém, precisam responder aos investidores. E muitas vezes precisam fazer a vontade deles, e não a própria.

Geralmente, os filmes independentes possuem baixo orçamento para custear figurino, viagens, edição e outros elementos importantes. Assim, muitos filmes independentes não possuem efeitos especiais e retratam histórias mais realistas.

Embora a maior parte do cinema independente possua baixo financiamento, alguns casos são diferentes. Os filmes da saga Star Wars, por exemplo, do episódio 1 ao 6, foram produções independentes, apesar de possuírem orçamentos milionários. 

Um dos principais elementos do cinema independente é a possibilidade de inovação. Por ter mais liberdade, a equipe artística pode testar novas possibilidades, já que não focam no lucro como principal, mas sim na arte. 

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Grandes diretores que inovaram o cinema surgiram dos filmes indie, justamente pelas possibilidades de criação que ele traz. Alguns exemplos famosos são os diretores Christopher Nolan e Quentin Tarantino.

História do cinema independente

História do cinema independente

Curiosamente, Hollywood e seus principais estúdios começaram como produtoras independentes. 

Em 1908, um acordo entre as grandes companhias de cinema da época criou uma grande restrição de comércio para empresas menores que não estavam nas negociações. 

Acuadas, essas empresas, antes centradas em Nova York, foram buscar refúgio do outro lado do país, em Hollywood. Os estúdios já levavam os nomes que possuem até hoje, como Fox, Paramount, Warner etc. 

Eles nasceram pequenos, com poucos recursos, um verdadeiro cinema independente. Anos mais tarde, tais estúdios se tornaram os maiores produtores de cinema do mundo. 

O cinema independente tal como é atualmente

Nessa época do início de Hollywood, o cinema era diferente dos dias de hoje. Todos os filmes possuíam poucos recursos comparados com os dias de hoje, mesmos os de maior financiamento.

Com o desenvolvimento das tecnologias do cinema, começaram a surgir os blockbusters: filmes recheados de ações grandiosas e efeitos especiais extraordinários. 

Nos primórdios dos futuros blockbusters (filmes comerciais), os principais estúdios de cinema já rumavam para esse caminho. Nos anos 50-60, os estúdios passaram a investir mais em filmes comerciais. 

Os agentes das principais produtoras impeliam a equipe criativa dos filmes a criarem conteúdos que se adequassem ao mercado.

Dessa maneira, muitos diretores e produtores que desejavam criar filmes diferentes se viam fora do cenário da sétima arte. 

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É nesse momento e com essa inspiração que surge o cinema independente, tal como é conhecido nos dias de hoje.

John Cassavetes era um ator famoso de Hollywood. Ele participou de filmes como Irmão contra irmão, O bebê de Rosemary e Os Doze Condenados.  

Porém, depois de ter atuado em grandes produções, John queria dirigir filmes que contassem histórias diferentes, que não retratassem apenas épicos, mas sim o drama do dia a dia das pessoas comuns.

Por não ser comercialmente favorável, os agentes dos grandes estúdios não financiaram o tipo de filme que John queria produzir.

Então, buscando mais fazer sua arte do que granjear fama e dinheiro, John decidiu lutar pelo seu filme sozinho.

No final da década de 50, John foi ao ar no programa de rádio Night People, e fez pela primeira vez na história algo que é muito famoso nos dias de hoje: o crowdfunding

Além de pedir dinheiro para parentes e amigos, John pediu para que os ouvintes do programa financiassem seu filme. No programa, Cassavetes afirmou que seu filme seria melhor do que os de Hitch, famoso diretor da época. 

O crowdfunding deu certo, e o filme conseguiu o orçamento necessário.

Assim, em 1957 o filme Sombras foi lançado.

A versão inicial não agradou nem o público nem a crítica. 

John focou no seu projeto e fez mudanças drásticas no filme, lançando a versão final em 1959.

A versão final fez sucesso tanto com o público quanto com a crítica. Mesmo não sendo distribuído nos EUA por retaliação dos estúdios do país, o filme fez grande sucesso no exterior.

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O filme chegou até mesmo a ganhar o prêmio da crítica do prestigiado Festival de Veneza. 

O curioso é que o filme foi feito a partir da junção de atores que participavam de uma oficina de atuação, e suas cenas foram quase todas improvisadas. 

A exibição feita nos EUA foi também um sucesso, levando a produção a se tornar o 1º filme independente a alcançar muitas pessoas no país, algo fora dos padrões hollywoodianos que dominavam o cenário cinematográfico. 

Como consequência, Cassavetes foi chamado por grandes estúdios para dirigir e produzir seus filmes em parceria com eles (acontecimento comum após o sucesso de produções indies).

  • Conheça mais sobre John Cassavetes com o vídeo do canal pipocando

O ator e diretor aceitou e lançou mais alguns sucessos.

Anos mais tarde, após até mesmo voltar a atuar em Hollywood, Cassavetes voltou para o cinema independente. 

Ele utilizou seu próprio dinheiro, e até mesmo sua casa para gravar seus novos filmes.

A nova equipe de John seria a mesma em diversos de seus novos filmes, contando com a presença de sua esposa como atriz.

Seus novos filmes independentes fizeram imenso sucesso, chegando até mesmo a receber diversas indicações para o Óscar.

Grandes diretores como Woody Allen e Robert Altman afirmaram que Cassavetes foi uma das grandes inspirações para suas carreiras. 

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Cassavetes é considerado o pai do cinema independente, mas, além dele, outros diretores reconhecidos do mesmo cenário foram Maya Deren e Jonas Mekas. O movimento desses diretores ficou conhecido como New American Cinema

Fora dos EUA, os principais movimentos de cinema independente se passaram na França e na Itália. A Nouvelle Vague, na França, começou quase contemporaneamente ao movimento de John Cassavetes, no final dos anos 50.

exemplos de filmes independentes

Já o Neorrealismo italiano teve início no final da II Grande Guerra, nos anos 40.

Ambos os movimentos europeus trouxeram grandes inovações na maneira de fazer e enxergar o cinema. 

O cinema independente se expandiu abruptamente. O avanço tecnológico tornou mais acessível produzir um filme, e a internet ajudou a facilitar o financiamento por parte de pessoas interessados nos projetos.

O movimento dos filmes independentes foi tão exitoso que atualmente possui diversos filmes reconhecidos internacionalmente e vários festivais consolidados, tais como o de Cannes e o Speech Awards. 

A Brasil Paralelo faz parte desse movimento. Todo o financiamento parte de pessoas interessadas em resgatar os bons valores e descobrir a verdade sobre os aspectos mais belos e importantes da vida.

A empresa não recebe nenhum dinheiro público, de nenhuma maneira, nem diretamente, nem com leis de incentivo, nem com empréstimos de bancos públicos.

Já são mais de 50 documentários que alcançaram milhões de brasileiros.

O conteúdo que a Brasil Paralelo produz quebra a hegemonia das perspectivas de mundo instrumentalizadas por partidos e ideologias que querem ir contra a verdade, contra a realidade, a fim de sustentar sua própria visão.

Top 7 filmes independentes

Após conhecer um pouco sobre o cinema independente, aqui vão 5 indicações de bons filmes desse universo. 

A Felicidade não se compra

Diretor: Frank Capra.

Roteiro: Frances Goodrich, Albert Hackett.

Ano de lançamento: 1946.Duração: 2h10 minutos.

Frank Capra, o diretor e produtor, investiu sozinho no filme já que os investidores pensavam que o longa não iria gerar lucro.

Foi indicado a cinco Óscares, incluindo Melhor Filme, e foi reconhecido pelo American Film Institute como um dos 100 melhores filmes americanos já feitos, como o número 11 em sua lista inicial de maiores filmes, lançada em 1998.

Mesmo podendo ser formalmente considerado independente, sua história, formato e legado cultural reafirmam a narrativa clássica do cinema, o que o distancia do padrão dos outros filmes indie.

Considerado um dos maiores clássicos do cinema, o filme conta a história do período da infância à vida adulta de um homem interiorano. George Bailey tinha sonhos grandiosos, mas o destino sempre os frustrava.

Já adulto, Bailey enfrenta os maiores problemas da sua vida para ajudar os membros da sua cidade. Eles passam por enormes dificuldades depois que a crise financeira e o magnata da região destroem suas poupanças. 

George ajuda a todos, mas, para isso ele tem que passar por uma luta quase mortal. Ao sair do conflito com o magnata e vilão da cidade, ele passa a desejar nunca ter nascido. Sua vida era apenas sofrimento e desgaste, e seus mais íntimos sonhos nunca se realizavam. 

Quando George vai tomar a decisão final de sua vida pulando de uma ponte, um anjo é enviado dos Céus por São José, mostrando-lhe como seria a vida se ele nunca tivesse nascido.

Uma Mulher sob Influência

Diretor: John Cassavetes

Roteiro: John Cassavetes

Ano de lançamento: 1959

Duração: 2h 09 minutos

Casada com um operário que não tem horário fixo para trabalhar e mãe de três filhos, Mabel começa a ter uma série de problemas por conta da depressão e de ataques súbitos de nervosismo. 

Nick, seu marido, percebe a instabilidade da esposa, mas nada faz para ajudá-la, ele pensa que esse é seu jeito e que sua inconstância não é algo tão grave. 

Certo dia, ao chegar em casa com sua mãe, ele se surpreende quando encontra seus filhos e alguns amigos correndo pela casa pelados ou fantasiados e Mabel no quarto brigando com um homem. 

Temendo pela segurança das crianças, o operário e sua mãe decidem chamar um médico para internar a mulher em um hospício. 

O filme explora o drama gerado em Nick, as angústias que o personagem enfrenta ao precisar sustentar a casa, cuidar dos filhos como mãe e pai e lutar pela saúde de sua esposa.

Os Incompreendidos

Diretor: François Truffaut.

Roteiro: François Truffaut.

Ano de lançamento: 1961.

Duração: 1h 33 minutos.

O primeiro filme de François Truffaut, um dos cineastas mais importantes da Nouvelle Vague. O festival de Cannes premiou Truffaut como melhor diretor pelo filme.

De temática existencialista, o primeiro filme do diretor busca contar a história de Antoine Doinel, personagem criado por Truffaut que aparece em várias produções suas. 

Antoine é uma criança maltratada pela mãe e padrasto, que o tratam de forma fria e distante. Tendo somente o melhor amigo como confidente, ele começa a ter ideias mirabolantes para melhorar de vida, e acaba se envolvendo em realidades densas perigosas. 

A trama é aventuresca e profunda, trata sobre solidão e dor, sentimentos que desde tão cedo marcaram a vida tanto da personagem como do próprio Truffaut.

O Santo Relutante

Diretor: Edward Dmytryk.

Roteiro: John Fante e Joseph Petracca.

Ano de lançamento: 1962.Duração: 1h 50 minutos.

José de Cupertino é um jovem simples, considerado idiota por muitos na sua aldeia. Ele é pressionado a entrar para um mosteiro e acaba surpreendendo a todos quando passa no exame de admissão no sacerdócio. 

Esta foi apenas a primeira de muitas surpresas do homem que se tornaria São José Cupertino.

A narração dos fatos mais tristes de sua vida não exclui do filme a forte presença do bom humor. A inocência e bondade de José de Cupertino revelam algo muito maior que vai se manifestando aos poucos ao longo de sua vida.

O filme foi produzido pelo próprio diretor, Edward Dmytryk, indicado a diversos Óscares em sua carreira. 

A Bruxa de Blair

Diretor: Daniel Myrick e Eduardo Sánchez.

Roteiro: Daniel Myrick e Eduardo Sánchez.

Ano de lançamento: 1999.

Duração: 1h 18 minutos.

Filme perfeito para quem gosta de terror e cinema independente. 

Três estudantes de cinema embrenham-se nas matas do estado de Maryland para produzir um documentário sobre a lenda da bruxa de Blair, e desaparecem misteriosamente.

Um ano depois, uma sacola cheia de rolos de filmes e fitas de vídeo é encontrada na mata. As imagens registradas pelo trio dão algumas pistas sobre seu macabro destino.

Brasil — A Última Cruzada

Diretor: Equipe Brasil Paralelo.

Roteiro: Equipe Brasil Paralelo.

Ano de Lançamento: 2018.

Duração: 5h 30 minutos (somando todos os 7 capítulos).

Perfeito para quem gosta de história, a série Brasil — a última cruzada, é o maior resgate histórico já produzido acerca do país e nele.

Com diversas imagens da época, música intensa e bela, fotografia de altíssima qualidade e grandes nomes das ciências sociais, o longa-metragem causa uma intensa imersão em quem assiste.

O documentário entrega conteúdo imparcial feito com base em fontes históricas primárias.

É um dos filmes-aula sobre história nacional mais assistidos do Brasil.

Para aprender sobre a história do país e resgatar seus bons valores, o longa-metragem é imprescindível. 

Bônus

Não se pode deixar de lado os filmes indie que iniciaram a carreira de dois dos maiores diretores da atualidade, já mencionados: Christopher Nolan e Quentin Tarantino. 

Aqui estão os filmes de estréia de cada um deles:

Following

Diretor: Christopher Nolan.

Roteiro: Christopher Nolan.

Ano de lançamento: 1999.

Duração: 1h10 minutos.

O filme apresenta uma narrativa extremamente curiosa.

A história tem como protagonista Jeremy Theobald, um jovem escritor residente em Londres. Jeremy observa a multidão que se locomove pela metrópole inglesa e fica intrigado pela massificação das pessoas, que se tornam um nada em meio aos outros. 

Ele decide olhar para uma pessoa individualmente e segui-la, conhecer qual seja sua história e o que a move, indo além da curiosidade comum que quase todos possuem.

Um dia, ele se depara com Cobb, um ladrão audacioso que o convence a invadir o apartamento de uma mulher. 

Intrigado cada vez mais pela história de Cobb e sua vida repleta de adrenalina, Jeremy perde o controle sobre suas observações e torna-se parte da história. 

O filme demorou 1 ano para ficar pronto devido aos atores possuírem trabalhos comuns e só estarem disponíveis para a gravação nos finais de semana. Nolan utilizou a casa de amigos e a própria casa para gravar o filme. 

Cães de aluguel

Diretor: Quentin Tarantino.

Roteiro: Quentin Tarantino.

Ano de lançamento: 1993.

Duração: 1h 39 minutos.

Filme de Quentin Tarantino, escrito e dirigido por ele mesmo. Foi o primeiro comercialmente bem sucedido e de ampla divulgação.

O filme narra a história de 6 criminosos que são “recrutados” por Joe Cabot para assaltar uma loja de joalherias que contém vários diamantes.

O filme faz uma mistura de elementos clássicos com referências constantes à cultura pop. Os personagens travam diálogos do cotidiano, com piadas, palavrões e menções banais, criando uma história realista e natural.

A história conduz o espectador a envolver-se com os dois lados dos personagens, tanto o “ético e profissional”, que mostra a visão da delinquência pelas lentes dos criminosos, como o aspecto “justo e bondoso” dos bandidos. 

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A Brasil Paralelo é uma empresa independente. Conheça nossas produções gratuitas. Todas foram feitas para resgatar os bons valores, ideias e sentimentos no coração de todos os brasileiros.

1 comentário

  1. Adalberto Cardoso

    A Indie Móveis, nos da uma ideia clara de como deveria se comportar as empresas independentes, principalmente as brasileiras livres de qualquer incentivo público com intuito corrupto.

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