Diferença Salarial entre Homens e Mulheres [Motivo e Explicação]

Diferença salarial entre homens e mulheres – O que é verdade e o que é mentira?

Diferença salarial entre homens e mulheres e suas causas

De fato, durante a maior parte da história, os homens receberam mais por seu trabalho do que as mulheres. No entanto, a polêmica reside no motivo da diferença salarial. Por que razões os homens recebem salários mais altos?

Muitas pessoas veem a diferença salarial e já assumem que a justificativa é a discriminação. Em parte, este pensamento deve-se às ideologias feministas e à ideologia de gênero.

O que você vai aprender neste artigo?

  1. Introdução ao debate sobre a diferença salarial entre homens e mulheres;
  2. História da diferença salarial dos sexos;
  3. Existem motivos para que um empregador discrimine as mulheres?
  4. Por que havia mais mulheres no nível superior e profissional no século XX do que no século XXI?
  5. A gravidez está relacionada com a diferença salarial?
  6. Homens e mulheres têm o mesmo índice de permanência no emprego?
  7. O impacto da jornada de trabalho regular e irregular entre homens e mulheres;
  8. Como fazer comparação salarial da maneira correta?
  9. As diferenças ocupacionais entre os sexos;
  10. 21 razões que explicam porque os homens recebem salários mais altos do que as mulheres;
  11. A diferença salarial entre homens e mulheres no Brasil;
  12. Por que Neymar recebe mais que Marta?
  13. Conclusão – Como resolver o problema?

Introdução ao debate sobre a diferença salarial entre homens e mulheres

motivos da diferença salarial entre homens e mulheres

O fato não pode ser negado. Existe uma diferença salarial entre homens e mulheres. Os homens, na maioria dos casos, recebem mais.

Algumas possibilidades que explicam esta diferença ou disparidade são:

  • Machismo e sexismo;
  • Os empregadores discriminam as mulheres, por serem mulheres;
  • Meninos e meninas são criados de forma diferente e isto tem impacto na profissão;
  • Homens e mulheres possuem habilidades diferentes, o que repercute no trabalho;
  • A diferença dos sexos conduz a escolhas de diferentes profissões e carreiras, que não remuneram igualmente. 

Há algumas décadas, e especialmente nos dias de hoje, uma das conclusões mais aceitas para explicar a diferença salarial entre homens e mulheres é: a disparidade na remuneração e nas promoções é causada pela discriminação. Os empregadores são machistas. 

Portanto, para reduzir esta desigualdade, o governo, ajudado pelo movimento feminista, precisa promover conscientização e leis relativas às mulheres para acabar com o preconceito.

Uma vez feito isso, a discriminação será reduzida e homens e mulheres receberão salários iguais.

O raciocínio acima é comum na mídia tradicional, nas universidades, na esfera política e nos tribunais. 

Esta explicação pode ser contestada?

Thomas Sowell, autor do livro Fatos e Falácias da Economia, reuniu os principais dados que serão apresentados neste artigo. 

Ele é um economista com mais de quarenta livros publicados. Recebeu a National Humanities Medal e o Bradley Foundation Prize. É membro sênior da Hoover Institution na Universidade de Stanford.

Sowell discordou com a justificativa da discriminação. De acordo com seus estudos, o machismo não é a causa da diferença salarial entre homens e mulheres. Ele apresentou seus argumentos, como serão resumidos na sequência.

No vídeo abaixo, o próprio autor resume alguns de seus principais argumentos:

História da diferença salarial dos sexos

A cultura não pode ser desconsiderada nestes estudos. A diferença entre homens e mulheres, seus interesses, preferências e dedicação precisam ser considerados.

Força

A primeira consideração diz respeito à diferença na força física entre homens e mulheres. Durante longas épocas da história mundial, a maior parte do trabalho era distribuída na agricultura, mineração, navegação e metalurgia. Estas eram as principais profissões e exigiam muita força.

Naturalmente, foram ocupadas por homens.  

As áreas de construção, extração e manutenção ainda são as que contam com o maior número de homens. Nelas, apenas 4% são mulheres.

De acordo com o U.S. Census Bureau, 74% das mulheres foram classificadas como “trabalhadores de escritório e assemelhados”. Menos de 5% como “operadores de equipamento de transporte” são do sexo feminino.

É mais comum encontrar um homem atrás do volante de um caminhão de 18 rodas e uma mulher em uma mesa de escritório e não o contrário.

  • Menos de 3% das mulheres está em construções e madeireiras;
  • Menos de 2% em serviços de obras, como pedreiros;
  • Menos de 1% em mecânicas e técnicas de veículos pesados. 

Para entender a diferença salarial entre homens e mulheres, é preciso comparar o mesmo trabalho, o mesmo tempo de serviço e de experiência. Sem isso, o risco de obter respostas erradas é enorme.

Mineradores ganham quase o dobro de uma auxiliar de escritório. Neste exemplo, a simples comparação de salários de mineradores e secretárias não prova o sexismo. Além disso, há bônus por serviços pesados ou insalubres. Nessas áreas, 54% da força de trabalho é masculina.

Os homens ocupam cargos em profissões mais perigosas e que remuneram mais, portanto seu salário não pode ser comparado ao salário de mulheres em profissões menos exigentes. O preço é que 92% das mortes relacionadas ao trabalho são de homens.

Atualmente, a força da máquina compensa a necessidade de ter músculos humanos fortes no trabalho. É por isso que nas últimas décadas tem sido possível que mais mulheres ingressem em algumas profissões em que antes não podiam.

A força mecânica tornou a diferença entre os sexos menos significativa. A experiência e a habilidade se tornaram mais importantes. Assim, reduziu-se a diferença salarial antes das leis de igualdade para as mesmas funções.

Cultura

Um forte exemplo é o da China. Houve momentos em que meninas recém-nascidas em famílias extremamente pobres eram mortas. Os meninos tinham uma possibilidade maior de crescer e começar a produzir para ter comida e para se sustentar.

Para estas famílias, as meninas eram uma ameaça à sobrevivência, já que havia pouco ou nenhum alimento excedente e as meninas não conseguiriam, com seu trabalho, suprir o que era gasto com elas.

De modo geral ao redor do mundo, houve épocas e lugares em que as mulheres sofriam restrições para trabalhar fora, o que limitava os ganhos.

As restrições culturais tentavam evitar o problema da atração entre os sexos. 

Em um tempo em que a castidade era pré-requisito para o casamento, os pais preservavam suas filhas do risco de estarem em um ambiente com homens. A liberdade das filhas era reprimida para que elas não tivessem que lidar sozinhas com o filho em caso de gravidez indesejada.

Com a industrialização e o comércio, as oportunidades assimétricas para moças e rapazes fora de casa significavam rendimentos diferentes.

Mas os empregadores queriam esta grande mão de obra feminina.

Na Nova Inglaterra, proprietários de refinarias tentavam convencer os pais a permitir que suas filhas trabalhassem. Para isso, falavam sobre a mão de obra exclusivamente feminina e garantiam a presença de supervisoras mulheres mais velhas.

O mais comum era que elas se concentrassem nas tarefas agrícolas, ou que ficassem em casa, tecendo ou fermentando cerveja, por exemplo.

Por outro lado, em trabalhos que atraíam predominantemente homens, as mulheres poderiam causar distrações e queda na produtividade. A mesma animosidade já ocorreu com a presença de trabalhadores irlandeses e italianos.

Diversas profissões estavam distantes das mulheres porque a maioria já operante era de homens, não por discriminação.

Se houvesse um grande contingente de mulheres procurando trabalho, o empregador poderia contratar uma ou outra. Porém, a mais fácil era ter mão de obra exclusiva.

Educação

De acordo com a The Economist, ainda no século XXI, dois terços dos adultos analfabetos são mulheres. Mesmo assim, em alguns países, há mais mulheres do que homens no ensino superior. 

Nos países industrializados, estes são alguns números:

  • No Japão, há 90 mulheres no ensino superior para cada 100 homens;
  • Nos EUA, 140 mulheres para cada 100 homens;
  • Na Suécia, 150 mulheres para cada 100 homens.

Para entender o problema da educação no Brasil, confira a trilogia Pátria Educadora.

Mais recentemente, em universidades públicas como Wisconsin, UCLA, Atlântica da Flórida e até Harvard, mulheres têm se formado com um número muito maior de títulos de honras.

As mulheres passam mais tempo estudando do que os homens, que geralmente começam a trabalhar mais cedo e passam mais tempo acumulando experiências e promoções.

Além disso, muitas mulheres dedicam-se à família após seus estudos.

  • Se você estiver interessado neste tema, não deixe de ler sobre o que é família.  

Gestação e responsabilidades domésticas

Gestação e cuidados do lar mudam a forma como as mulheres buscam emprego

Na prática, as mulheres cuidam mais da casa e dos filhos do que os homens na maioria dos lugares e períodos da história. Somente ela engravida e, portanto, passa mais tempo afastada também.

Analisando a mesma função, é preciso medir a atualização de conteúdo. Uma mulher pode desempenhar a mesma função, mas estar menos atualizada por passar mais tempo em casa ou cuidando dos filhos.

De acordo com o departamento de economia da George Mason University, os homens tendem a se atualizar mais do que as mulheres, pois elas interrompem mais suas carreiras por causa da gestação e criação dos filhos.

Mulheres que nunca se casaram e que não têm filhos possuem renda média mais alta do que aquelas que são casadas e têm filhos.

Além disso, registros de salários podem enganar sobre as realidades econômicas. A renda familiar é conjunta e as pesquisas não apontam como a família gasta. O beneficiado pelo dinheiro não é necessariamente o nome no contracheque de pagamento. 

Normalmente, o orçamento é comprometido com quem não tem renda: os filhos.

As estatísticas de diferença salarial não determinam quem decide os gastos e a finalidade do dinheiro.

De acordo com dados da The Economist, 80% das decisões de compra dos consumidores são tomadas por mulheres. Um estudo governamental dos EUA do século XXI apontou que a família média norte-americana gasta 70% em roupas femininas, por exemplo.

Não é incomum que o homem seja o único a ter renda e entregar seu salário para que a mulher cuide do orçamento. 

Mulheres solteiras, casadas e as que nunca se casaram

As mulheres que nunca se casaram ganhavam mais do que os homens. 

Em muitas culturas, as esposas sacrificam seus rendimentos para melhorar os de seus maridos. A despesa, no entanto, é conjunta. Para estes casos, nomes e valores diferentes não são relevantes.

Em caso de divórcio, a esposa perde o valor econômico da experiência de trabalho, permanência no cargo, atualização de competências e progressão na empresa.

Após o divórcio, a capacidade de ganho desta mulher é menor do que se ela tivesse ficado solteira. A discrepância salarial que existe se dá entre as mulheres casadas e o resto da sociedade.

Esposas de homens ricos trabalham menos e ganham menos, ou não trabalham, mas não são pobres. Muitas mulheres entram nas estatísticas com seus baixos salários, o que não significa que vivem com pouco dinheiro, já que também podem usar a fonte de seus maridos, por exemplo.

Comparando mulheres e homens solteiros, homens ainda ganham mais. No entanto, é melhor fazer a pesquisa procurando por “nunca casado” em vez de “solteiro”. Isto porque uma mulher solteira de 40 anos que passou 10 ou 20 anos criando seus filhos não pode ser comparada a um homem que passou esse tempo trabalhando continuamente. 

Elas não têm a mesma experiência nem acumularam a mesma quantidade de promoções.

Existem motivos para que um empregador discrimine as mulheres?

Por que os empregadores não contratam apenas mulheres para pagarem menos e obter mais lucro? Diante de dois candidatos com o mesmo potencial, o empregador, evidentemente, contrataria o mais barato.

A explicação feminista defende que o machismo dos empregadores é um fator mais importante do que o lucro. Para elas, o governo deveria impor leis de salários iguais.

Porém, as crenças e atitudes de um empregador não são o único fator, nem o mais importante.

Quanto mais competitivo o mercado, a mão de obra e a concorrência, maior o custo da discriminação. Satisfazer preconceitos é colocar lucros em risco.

A disparidade entre os ganhos de homens e mulheres não é explicada exclusivamente pela discriminação por parte do empregador. Outras razões importantes que não podem ser descartadas são:

  • Diminuição nas diferenças da educação;
  • Tempo de experiência no trabalho;
  • Disponibilidade para estar fora de casa.

É preciso comparar pessoas comparáveis e situações comparáveis.

No passado, as pessoas confiavam menos em advogadas e médicas. Há incentivos econômicos tanto a favor quanto contra a discriminação e o saldo disto é empírico.

Por que havia mais mulheres no nível superior e profissional no século XX do que no século XXI?

Nas primeiras décadas do século XX, a proporção de mulheres em profissões e cargos de alto nível era maior do que no século XXI. 

O período das duas primeiras décadas do século XX foi o auge das mulheres acadêmicas.

  • 1921 a 1932: 17% dos títulos de doutorado eram de mulheres;
  • 1950 a 1960: 10% dos títulos de doutorado eram de mulheres.

Em 1930, em ciências biológicas, de um quinto a um quarto dos doutoramentos era de mulheres. Em contraste, em 1950, apenas um oitavo das mulheres terminou o doutorado.

Na faculdade de economia isso caiu de 10% para 2%. Mesmo nas faculdades exclusivamente femininas houve uma diminuição no número de professoras.

Outro exemplo é a proporção de mulheres na Who’s Who in America. Em 1902, havia o dobro de mulheres em relação a 1958.

No início do século XX, antes do surgimento de leis contra a discriminação contra as mulheres no trabalho e antes das iniciativas do movimento feminista, havia mais mulheres se formando.

É preciso investigar com mais profundidade o que pode ter mudado, a ponto de fazer os números diminuírem com o tempo. 

A gravidez está relacionada com a diferença salarial?

A capacidade de engravidar tem consequências econômica. As atividades domésticas e os bebês dificultam a participação contínua das mulheres em uma carreira e o trabalho em tempo integral.

Por exemplo, em profissões relacionadas às artes e às ciências, a realização máxima se dá aos 40 anos. Este ápice é alcançado após longos anos de esforço, justamente o período fértil das mulheres.

A partir da segunda metade do século XX, o padrão feminino de casamento e concepção dos filhos mudou. 

À medida que as mulheres começaram a se casar mais jovens, sua ocupação em outros cargos e em faculdades de pós-graduação também diminuiu.

Aumento no ensino superior e nas atividades profissionais

Em 1956, a diminuição média de idade no casamento parou de crescer. Em 1957, o índice de natalidade diminuiu.

Em 1970, o número de mulheres com doutorado aumentou novamente e em 1972 o comportamento foi semelhante ao de 1932.

Os títulos de mestrado e doutorado tiveram queda entre as mulheres após a guerra, em 1930. Estes foram os anos do baby boom, com uma explosão de mulheres engravidando e tendo filhos.

Isto denota o papel da concepção dos filhos limitando a percepção educacional (nível superior) e profissional (trabalho).

Na segunda metade do século XX, houve um aumento de mulheres em ocupações de nível superior. O que também aumentou foi a idade em que elas começaram a se casar. Na virada do século, o índice de natalidade diminuiu.

  • Quanto mais tarde uma mulher se casa, mais tempo ela dedica ao seu nível de educação e à carreira profissional. 

Em 1970, houve um aumento dos ingressos em mestrado e doutorado de mulheres em direito, administração e medicina. 

  • Em 1950, a força de trabalho era 94% masculina e 33% feminina;
  • No final do século XX, a força de trabalho era 86% masculina e 74% feminina.

Mais mulheres ocupavam cargos em continuidade do que homens, especialmente os de título universitário.

A lacuna continuava e havia mais mulheres trabalhando em tempo parcial do que homens. Estas mudanças positivas da segunda metade do século XX e as negativas da primeira metade do mesmo século estão ligadas ao casamento e aos filhos.

Mesmo assim, a diferença salarial entre homens e mulheres não desapareceu completamente.

Homens e mulheres têm o mesmo índice de permanência no emprego?

Mulheres evitam empregos que exigem força física e escolhem carreiras compatíveis com a gravidez, uma vez que o custo da licença de trabalho integral é mais alto. 

O afastamento de uma mulher do trabalho significa perda de tempo de serviço, menor probabilidade de promoção e custo mais alto.

A experiência que um cargo exige também reduz as perspectivas de ganho das mulheres.

Ter filhos e afastar-se do trabalho leva as mulheres a terem menos experiência.

Isto pode variar do trivial ao inexistente. Em carreiras com progressões de promoção, é arriscado conceder às mulheres cargos superiores por causa da perspectiva futura de serem mães.

Elas têm mais interrupções em sua participação no mercado de trabalho do que os homens. 

O impacto da obsolescência

Afastar-se de profissões que exigem constante atualização e retornar com filhos grandes significa ficar para trás nos avanços das áreas. O mesmo vale com a tecnologia bélica para um piloto de combate ou um oficial de submarino nuclear.

Por exemplo: um físico perde metade do valor de seus conhecimentos em 4 anos. Um professor de inglês levaria mais de 25 anos para perder o mesmo.

São os efeitos assimétricos da obsolescência de carreira.

As mulheres procuram profissões que levam mais tempo para se tornarem obsoletas. Elas buscam, por exemplo, ser pedagogas, professoras e bibliotecárias. Não buscam ser engenheiras e contadoras na mesma proporção que os homens. 

Desde 2005, mulheres receberam mais de 60% dos títulos de doutorado em educação, mas menos de 20% em engenharia.

  • Muitas pessoas têm buscado formações on-line para melhorar profissionalmente. Além disso, outras estão buscando aperfeiçoamento intelectual. Você pode encontrar conteúdos que lhe agradam entre as produções gratuitas da Brasil Paralelo e também formações densas no Núcleo de Formação

O impacto da jornada de trabalho regular e irregular entre homens e mulheres

Outro fator que quase não é considerado nas pesquisas sobre a diferença salarial entre homens e mulheres é o do tempo. Mulheres não trabalham em período integral com a mesma frequência que os homens. 

Algumas profissões são regulares, outras exigem muitas horas extras. Para as mulheres, carreiras que envolvem trabalho noturno e aos finais de semana são menos procuradas.

Ter uma família, uma carreira e um estilo de vida elegante é bom, mas fazer tudo é mais difícil para a mulher.

As mulheres, por exemplo, que queiram ser advogadas, podem ser mais atraídas à Defensoria Pública com horários regulares do que em um escritório de ponta, que exige de 60 a 70 horas de trabalho por semana.

A justificativa não é que o empregador está pagando menos, mas que as pessoas possuem características diferentes. As mulheres fazem escolhas que possuem mais sentido para elas.

Viajar também pode ser necessário para resolver tarefas importantes.

A gestação é um empecilho biológico a longos horários de trabalho, irregulares e imprevisíveis, viagens repentinas e distantes, e profissões de maior estresse.

A Harvard Business Review, pesquisou a relação de horas trabalhadas de pessoas cujos rendimentos estavam entre os 6% mais altos.

  • 62% trabalhava mais de 50 horas por semana;
  • 35% trabalhava mais de 60 horas por semana.

Em empregos externos (horas e estresse) menos de um quinto eram mulheres. Das que trabalhavam sob pressão, metade disse que não queria continuar no emprego 5 anos mais tarde.

As mulheres são menos propensas do que os homens a ocupações com carga horária longa. Por outro lado, as ocupações menos tributadas se encaixam nas ocupações domésticas, proporcionalmente ocupadas por mulheres.

“A principal razão pela qual as mulheres ainda têm menores salários do que os homens não é que se pague menos pelos mesmos empregos, mas que elas tendem a não chegar tão longe na carreira ou escolhem ocupações com menor remuneração, como enfermagem e educação”.

Não é que as mulheres recebam menos, por fazerem o mesmo, mas elas estão distribuídas de maneira diferente nos empregos, têm menos horas e menor continuidade. 

Mulheres que recebem mais do que homens

Mulheres com os mesmos anos de experiência e que trabalharam sem interrupção não ganham menos do que os homens. 

Os números que comparam indivíduos que nunca foram casados, com ensino superior, sem filhos, trabalhando em período integral, entre 40 e 64 anos (além da idade fértil) apresentam a seguinte distribuição de renda:

  • Homens: 40 mil dólares por ano;
  • Mulheres: 47 mil dólares por ano.

Os números mostram que elas estão ganhando mais, porém não ocupam as mesmas posições na mesma proporção.

Mesmo as formadas em Harvard e Yale não trabalham em período integral, ou não trabalham na mesma função que os homens formados nas mesmas instituições.

De acordo com o New York Times, dos ex-alunos de Yale com 40 anos, 56% das mulheres trabalhavam, enquanto a porcentagem de homens era de 90%.

  • A situação dos EUA está bem diferente do que já foi. Entenda o que está acontecendo na trilogia Fim das Nações.

Alcançar altos escalões exige muitas horas contínuas por uma longa carreira. As mulheres optaram por priorizar seu bem-estar e suas circunstâncias.

Entretanto, quem analisa a estatística apenas observa a disparidade de salário. 

Mulheres que trabalham em tempo parcial recebem 20% a menos por hora, mesmo comparando nível de escolaridade idêntico, dependentes e casamento.

Nem todo trabalho pode ser facilmente realizado em meio período. Metade das mulheres que trabalham em tempo parcial estão distribuídas em 10 setores de 236.

Como fazer a comparação salarial da maneira correta?

É preciso comparar homens e mulheres com a mesma educação, habilidades, experiência, permanência no emprego, trabalho integral ou parcial e outras variáveis, categoria por categoria.

Um cientista social não faz uma análise com apenas uma variável. Não se pode excluir idade, profissão, interesse, personalidade sob o risco de obter resultados errados. 

A estatística multivariável contesta os dados que se baseiam apenas nos valores de salários para ancorar a explicação no sexismo. 

“Existe preconceito, sem dúvida. Mas ele é responsável por uma parcela muito menor da variância na diferença salarial, do que as feministas radicais dizem que é”. — Jordan Peterson

Considerando todos estes aspectos, e não apenas o valor do salário, é possível pensar se os empregadores contratam, pagam e promovem tanto mulheres quanto homens. Afinal de contas, a ausência de discriminação não indica a ausência de diferenças econômicas entre os sexos.

A diferença salarial pode existir em um ambiente sem discriminação, se outro fator justificar a disparidade salarial. 

As diferenças ocupacionais entre os sexos

Homens e mulheres optam por profissões diferentes

A diferença de salário entre homens e mulheres diminui ao comparar a mesma formação e função no trabalho.

Entretanto, existem diferenças na distribuição das profissões por restrições às mulheres e por escolhas.

Muitas estatísticas avaliam mulheres e homens apenas como grupos. 

Em um estudo na Inglaterra, descobriu-se que as mulheres recebiam 17% menos por hora em período integral. 

Então foi revelado que não era um salário diferente para o mesmo trabalho. As mulheres estavam aceitando empregos que pagavam menos com mais frequência. 

Não existe diferença entre salários de trabalhadores em período integral na faixa de 21 a 35 anos que vivem sozinhos. 

A discriminação do empregador e a lacuna que ela gera têm muito menos influência na renda do que as estatísticas sugerem.

Apenas “solteiro” não é uma boa comparação, pois inclui aqueles que se divorciaram. O efeito benéfico do casamento não desaparece para o homem. 

É preciso comparar quem nunca se casou.

Comparando homens e mulheres que nunca se casaram, passaram da idade de ter filhos e tem trabalho integral no século XXI, vê-se mulheres ganhando mais do que homens. Antes da intervenção governamental e promoções para mulheres.

Pessoas que trabalham meio período ganham menos ou por hora, têm menos chances de promoção. Posição ocupada por mulheres.

The New England Journal of Medicine:

“Em 1990, jovens médicos ganhavam 41% a mais do que jovens médicas. […] No entanto, quando se consideravam as diferenças de especialidade, ambiente de trabalho e outras características, nenhuma disparidade de ganhos ficava evidente”.

Os médicos deste estudo trabalhavam 500 horas a mais por ano do que as médicas. Como já explicado, a experiência aumenta a lacuna salarial. As mudanças no setor e na ocupação também. 

Moças tendem a ganhar quase o mesmo que rapazes em comparação a homens e mulheres mais velhos. 

De acordo com a American Economic Review, em março de 2001, com idade entre 25 e 44 anos, o período principal para o desenvolvimento da carreira, 34% das mulheres com filhos menores de 6 anos de idade estavam fora do mercado de trabalho em comparação com 16% das mulheres sem filhos.

Para os homens, o aumento do número de filhos aumenta o envolvimento no trabalho.

Os filhos exercem grandes efeitos nos índices de participação no mercado de trabalho – opostos em homens e mulheres. 

As diferenças entre homens e mulheres diminuem drasticamente analisando experiência comparável e contínua em uma determinada empresa. 

A Industrial & Labor Relations Review apontou uma diferença salarial entre homens e mulheres de 45%. Apenas 2,4% dos principais cargos de gerência são preenchidos por mulheres. 

A razão da disparidade é a tendência de as mulheres trabalharem em empresas menores, onde os gerentes têm salários mais baixos. 

“No geral, descobrimos que a lacuna não explicável entre a remuneração dos principais executivos é de menos de 5% depois que se leva em consideração todas as diferenças observáveis entre homens e mulheres”.

Havia mulheres na amostra muito mais jovens e com menos promoções acumuladas. Entre elas, a variação e inconstância em uma mesma carreira é maior.

Sylvia Ann Hewlett, economista, entrevistou mais de 2 mil mulheres. Ela relatou que 37% das mulheres fazem um desvio em algum ponto de suas carreiras.

Entre as mulheres altamente qualificadas, 36% buscaram empregos de meio período por algum tempo, outras recusaram promoções ou escolheram deliberadamente empregos com menos responsabilidades.

Ações judiciais

Ações judiciais continuam a ser abertas sob alegação de discriminação baseada em diferenças meramente numéricas. 

Em 1988, o Sétimo Círculo da Corte de Apelações observou que a Comissão de Oportunidade Igual de Emprego não havia obtido evidências por meio de depoimentos informais de práticas de emprego discriminatórias ou de qualquer vítima de discriminação em carne e osso. 

A empresa Sears, com centenas de lojas de costa a costa, venceu o caso, mas empregou 20 milhões de dólares em uma ação judicial federal que durou 15 anos.

Empregadores menores, sem condições, acabam sendo obrigados a acordos ao marcar a opinião pública como culpados de discriminação sexual. 

A difusão de casos assim convence observadores de que a discriminação sexual estava disseminada e representava a principal fonte de diferenças econômicas entre homens e mulheres.

21 razões que explicam porque os homens recebem salários maiores do que as mulheres

Em seu livro The Politics of American Feminism: Gender Conflict in Contemporary Society, o Professor James T. Bennett, do departamento de economia da George Mason University, enumera 21 razões para explicar porque os homens recebem mais. 

  1. Homens têm mais interesse por tecnologia e pelas ciências naturais do que as mulheres;
  2. Homens são mais propensos a aceitar trabalhos perigosos, e tais empregos pagam mais do que empregos mais confortáveis e seguros;
  3. Homens são mais dispostos a se expor a climas inclementes em seu trabalho, e são compensados por isso (“diferenças compensatórias” em linguagem econômica);
  4. Homens tendem a aceitar empregos mais estressantes que não seguem a típica rotina de oito horas de trabalho em horários convencionais;
  5. Muitas mulheres preferem a satisfação pessoal no emprego (profissões voltadas para a assistência a crianças e idosos, por exemplo) a salários mais altos;
  6. Homens, em geral, gostam de assumir mais riscos que mulheres. Maiores riscos levam a maiores recompensas;
  7. Horários de trabalho mais atípicos pagam mais, e homens são mais propensos que mulheres a aceitar trabalhar em tais horários;
  8. Empregos perigosos (carvoaria, por exemplo) pagam mais e são dominados por homens;
  9. Homens tendem a “atualizar” suas qualificações de trabalho mais frequentemente do que mulheres;
  10. Homens são mais propensos a trabalhar em jornadas mais longas, o que aumenta a divergência salarial;
  11. Mulheres tendem a ter mais “interrupções” em suas carreiras, principalmente devido à gravidez, criação e educação de seus filhos. E menos experiência significa salários mais baixos;
  12. Mulheres apresentam uma probabilidade nove vezes maior do que homens de sair do trabalho por “razões familiares”. Menos tempo de serviço leva a menores salários;
  13. Homens trabalham mais semanas por ano do que mulheres;
  14. Homens apresentam a metade da taxa de absenteísmo das mulheres;  
  15. Homens são mais dispostos a aturar longas viagens diárias para o local de trabalho;
  16. Homens são mais propensos a se transferir para locais indesejáveis em troca de empregos que pagam mais;
  17. Homens são mais propensos a aceitar empregos que exigem viagens constantes;
  18. No mundo corporativo, homens são mais propensos a escolher áreas de salários mais altos, como finanças e vendas, ao passo que mulheres são mais predominantes em áreas que pagam menos, como recursos humanos e relações públicas;
  19. Quando homens e mulheres possuem o mesmo cargo, as responsabilidades masculinas tendem a ser maiores;
  20. Homens são mais propensos a trabalhar por comissão; mulheres são mais propensas a procurar empregos que deem mais estabilidade. Os primeiros apresentam maiores potenciais de ganhos;
  21. Mulheres valorizam mais a flexibilidade, um ambiente de trabalho mais humano e ter mais tempo para os filhos e para a família.

Mais detalhes sobre os estudos no Instituto Mises Brasil

Diferença salarial entre homens e mulheres no Brasil

No Brasil também é dito que a diferença salarial entre homens e mulheres é resultado do machismo e preconceito.

A diferença no rendimento médio entre homens e mulheres é de 20%, mas a comparação é feita nas mais diversas profissões, cargas horárias, níveis educacionais e índices de produtividade.

Assim como em outros países do mundo, no Brasil, algumas profissões remuneram mais do que outras. Médicos ganham mais do que professores do fundamental, engenheiros ganham mais do que fisioterapeutas, advogados mais do que psicólogos.

Homens e mulheres escolhem diferentes profissões. Mulheres preferem pedagogia, direito, administração, enfermagem, ciências contábeis, psicologia, serviço social, gestão de pessoas e recursos humanos, fisioterapia e arquitetura e urbanismo.

Homens preferem: direito, engenharia, administração, ciências contábeis, engenharia mecânica, engenharia de produção, licenciatura em educação física, engenharia elétrica, análise de desenvolvimento e sistemas e educação física.  

Cinco das profissões mais procuradas pelos homens estão relacionadas à tecnologia, o que não se verifica nas profissões procuradas pelas mulheres. As profissões que envolvem tecnologia são as que mais remuneram.

Dentro da própria área médica, as especialidades que mais remuneram são ocupadas por homens, tais como cirurgia plástica, cirurgia geral e ortopedia. Estas são áreas que exigem muitas áreas de trabalho e requerem muita flexibilidade.

Já as mulheres preferem pediatria e dermatologia, que podem ser atendidas em consultórios com horários mais estáveis.

Portanto, eles ganharão mais. Há, no entanto, algum impedimento para as mulheres aderirem a estas especialidades?

Pode-se impor que uma pediatra receba o mesmo que um cirurgião? As mulheres querem deixar de ser pediatras, neste exemplo, para ser cirurgiãs? 

Além disso, a remuneração está atrelada à produtividade. 

A pesquisa feita entre 2001 e 2013 pela Fundação de Economia e Estatística RS aponta uma diferença em horas trabalhadas. Os homens passam de 40 horas de trabalho; as mulheres preferem jornadas mais curtas e mais flexíveis. 

É a escolha das mulheres. 

Nesta pesquisa do Rio Grande do Sul, Guilherme Stein e Vanessa Sulzbach, economistas, analisaram 100 mil salários e concluíram que as mulheres brasileiras ganham 20% a menos. 

Neste percentual, 13% ganham menos porque produzem menos. Apenas 7% não está atrelado à produtividade, o que ainda não significa problemas de discriminação, pois existem outras inúmeras variáveis. 

Dupla jornada de trabalho

O impacto da gravidez no trabalho das mulheres

De acordo com o IPEA, as mulheres trabalham 7,5 horas a mais por causa da dupla jornada de trabalho, a remunerada e a doméstica. Mulheres passam mais tempo em casa. As empresas privadas e o governo deveriam ocupar-se com o tempo destinado a casa?

Se os empresários forem responsabilizados por trabalhos não atrelados à profissão, isto resultaria na diminuição da contratação de mulheres. 

Licença-maternidade

A licença-maternidade obriga uma empresa a pagar por uma funcionária ausente. A estrutura de uma empresa sente isto na produção e no trabalho dos outros. Por mais que seja um benefício, as empresas tendem a contratar menos mulheres.

Há mais mulheres desempregadas no Brasil, com a lei de licença-maternidade, do que em países onde não existem tais leis. Até que ponto as empresas devem ser responsabilizadas pelas escolhas individuais das pessoas?

No Brasil, a Lei de 2012 que modifica o artigo 401 da CLT já obriga os empregadores a pagar salários iguais para homens e mulheres nas mesmas funções da empresa. A diferença foi que a lacuna diminuiu de 25% para 20%.

A lei não mudou a opção das mulheres por jornadas menores, profissões que remuneram menos por serem mais estáveis, menos estressantes, menos arriscadas. 

No serviço público a remuneração não está atrelada à produção e a jornada de trabalho é fixa. Nesses casos, a remuneração é a mesma. 

Algo comum no Brasil é falar sobre os valores dos salários dos jogadores de futebol, principalmente de sexos diferentes. Um exemplo curioso foi até mesmo usado como uma questão do Enem.

Agora que muito se discutiu sobre as razões para os homens receberem mais, será um bom exercício pensar sobre a questão abaixo.

Por que Neymar recebe mais do que Marta?

Por que o Neymar recebe mais do que a Marta

Tanto Neymar quanto Marta são destaques no que fazem. Eleita a melhor jogadora do mundo 6 vezes pela FIFA, Marta possui uma carreira maior, mais títulos, prêmios e honrarias. Mesmo assim, recebe menos do que Neymar, mais jovem e sem nenhum prêmio como os dela.

Esta diferença no salário deles é resultado do machismo e da discriminação contra as mulheres?

No Enem 2020, uma questão abordou a diferença entre o salário de Neymar e de Marta. É um ótimo exemplo para a diferença salarial entre homens e mulheres.

Questão do Enem 2020 sobre o salário do Neymar e da Marta

Para respondê-la, é preciso recorrer à filosofia. Segundo Karl Marx, o valor de um bem ou serviço é determinado pela quantidade de trabalho empregado. Mas isso não se verificou na realidade.

O preço está ligado ao valor, não à quantidade de trabalho. A disposição das pessoas em adquirir algo muda, e conforme essa disposição muda, também muda o preço. 

Quando uma instituição paga mais a Neymar, espera ter maior lucro com ele. Isto, de fato, acontece. Se ele não desse retorno, não receberia um salário tão alto. Se pagam menos a Marta, é porque ela traz menos lucro em comparação.

Mesmo assim, Marta é a segunda mulher com o maior salário no futebol feminino e recebe muito mais do que 90% dos jogadores do sexo masculino. A comparação com Neymar, que recebe mais do que seus colegas homens, é desproporcional e causa a impressão de que ela recebe menos por ser mulher.

Avaliar apenas a quantidade de gols e prêmios e comparar o salário é insuficiente e não leva à conclusão de que há discriminação. É preciso ir mais longe.  

  • Quantos torcedores assistem ao jogo de Neymar e quantos assistem aos jogos de Marta?
  • Ela vende tão bem os produtos de seus patrocinadores quanto ele? 
  • Os valores dos ingressos de seus jogos são vendidos na mesma quantidade e no mesmo valor?
  • Em geral, o público do futebol masculino é proporcional ao público do futebol feminino?
  • A realidade do futebol feminino é tão forte no Brasil quanto o masculino?

Estes são fatores a serem considerados também.

Exemplificando ainda mais a teoria de Marx, se duas horas forem usadas na criação de um produto, ambos devem ter o mesmo preço. Mas e quem fez o produto, a raridade, a vontade das pessoas de tê-lo e a arte envolvida? Isto não é considerado em sua teoria.

Falar de salário não é falar sobre sexo masculino e feminino, mas sobre mercado. Por exemplo, o PSG (Paris Saint-Germain) vende 1 milhão de euros em camisas em um dia, por meio de Neymar. Seu alto salário não é uma valorização do sexo masculino. O jogador traz lucro e se paga a si mesmo.

As mesmas horas de trabalho de algumas pessoas valem mais do que as horas de outras, porque trazem mais valor. Quem define é quem compra, não quem vende.

Conclusão – Como resolver o problema?

Como erradicar a diferença salarial? Bastaria obrigar o empregador a pagar o mesmo valor indistintamente, ou as mulheres começarão a trabalhar tão ininterruptamente quanto os homens nas mesmas áreas e carreiras?

Por fim, será que elas querem isso?

Apontar a discriminação das mulheres a partir da diferença salarial é uma insuficiência. Não resolve a questão. Somente os valores estatísticos, que provam que os homens ganham mais, não refletem um descaso com as mulheres.

É preciso considerar a cultura, a escolha da mulher que prefere o lar e os filhos, o tipo de profissão, o tempo de experiência e a formação acadêmica.

Se não, como medir a discriminação? Salários não a indicam.

Mulheres costumam ter uma crise família-carreira entre 28 e 32 anos. Elas têm um curto período de tempo para se organizar, precisam fazê-lo mais rápido que os homens. Para uma mulher típica, ela tem que ter a família e a carreira ajustadas até os 35, em média. 

Será que mulheres no auge da fertilidade querem na mesma frequência que os homens um trabalho de 80 horas?

Sem todo esse tipo de consideração, a conclusão de que a discriminação é a causa da diferença salarial entre homens e mulheres é uma mentira, é uma falácia. 

Thomas Sowell não questiona o fato, mas sim sua explicação. 

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32 comentários

  1. Danielle Teixeira

    Basta olhar a nossa volta que conseguimos enxergar claramente as constatações de Sowell. Tudo tem o seu valor econômico e também os valores intrínsecos destas mulheres (cultura, família). Acredito que, as responsabilidades da segunda jornada feminina quando compartilhadas com o companheiro, auxilia na elevação desta mulher como profissional. É uma maneira de cooperação para o crescimento mútuo.

  2. Andrey Minson

    Parabéns a Brasil Paralelo.
    É a primeira vez que eu vejo uma organização ter a coragem de discutir um assunto de acordo com a realidade dos fatos . Hoje é preciso ser ser louco pra dizer o óbvio…

  3. Mário

    A vida real é bem diferente dos discursos. Conheço uma pessoa que se diz feminista, esquerdista, antibolsonarista, anti-tudo. Defende que a mulher pode ser o que quiser, quando quiser e como quiser.
    Na hora de pagar as contas da casa: O dinheiro é meu, fui eu quem trabalhou e ganhou. Eu gasto como quiser e Você paga as contas da casa, do carro, impostos, escola das crianças e tudo o mais.

  4. Ângelo Carneiro

    O problema é que a esquerda e os sindicatos são muito ruins para determinar a causalidade. A sua crença nas disparidades salariais entre homens e mulheres é, na verdade, o resultado de uma série de falácias lógicas. Falácia de causa falsa, falso dilema, raciocínio circular, falácia do psicólogo, prova por afirmação e seleção seletiva. Estes são apenas alguns dos obstáculos lógicos que a esquerda ultrapassa quando se fala das disparidades salariais entre homens e mulheres.

    Esse problema decorre de uma falha fundamental na própria base de seu sistema de crenças. Se você começar com a premissa de que homens e mulheres não são inerentemente diferentes (são) e que não há diferença biológica entre os sexos (há) e que gênero nada mais é do que uma construção social (não é), então a única maneira racionalizar as diferenças claras nas escolhas entre homens e mulheres (dadas suas noções preconcebidas) é se existem forças externas influenciando os gêneros a serem diferentes, isso é senso comum.

    Como bem disse no artigo, na realidade, as disparidades salariais entre homens e mulheres existem devido à diferença inerente nas escolhas pessoais e tipos de personalidade entre os sexos e devido às influências sociais. Ambos desempenham um papel. Aqui está uma estatística interessante: na década de 1970, as mulheres relataram ser mais felizes do que os homens, em média. Hoje, essas estatísticas mudaram. À medida que as mulheres conquistaram a “liberdade” de escolha na força de trabalho, também ganharam o fardo da expectativa de autossuficiência. O tratamento igual é uma faca de dois gumes.

    Não estou dizendo que as mulheres não devem ser tratadas com igualdade, estou apenas dizendo que houve consequências e essas consequências foram percebidas pelas mulheres. Isso influenciou as escolhas feitas pelas mulheres em geral e essa influência é agravada quando se alinha com quaisquer predileções biológicas. Nem tudo é biologia, nem é totalmente social. Você não pode resolver o problema (não tenho certeza se o “problema” ainda precisa ser resolvido) abordando apenas um dos fatores e ignorando os outros.

    Vivemos em um país livre e você pode escolher a profissão que deseja seguir. A ideia é que a disparidade salarial se deve a essas decisões, e isso é uma verdade elementar, mas abrir mão dessa liberdade é um fardo muito mais catastrófico do que tentar ” igualar ” um ”problema” para atender às políticas de assistência de determinados grupos.

    1. Redação Brasil Paralelo

      Ângelo, seu comentário foi excelente e agrega muito ao que foi explicado no artigo. É uma satisfação receber algo tão completo e bem refletido como resposta às postagens. Parabéns!

  5. Marcelo Carvalho

    A clareza das informações mostram de forma explícita que toda esta pressão que a mídia tenta impor, tem fundamentos superficiais e entorpecem com as falácias os inúmeros cidadãos que foram manipulados para buscarem os seus direitos sem ao menos saberem a base histórica. Belo trabalho!

  6. Lara Brenner

    O artigo esclarece ser uma questão biológica incontornável. Igualdade salarial não depende da boa vontade das empresas, tampouco de leis que tentem resolver a questão artificialmente.
    Os dados apresentados foram excelentes. Desapaixonados que são, descortinam a realidade muito mais do que a opinião dos seres humanos.

  7. alexandre rogerio lanzoni

    Excelente o trabalho de vocês.
    Vocês bateram de frente com a Agenda Global 2030 e Agenda Global 2063, bem como o planeta 50/50 ou cidade 50/50 ou melhor dizendo planeta 49/51.
    Nos 17 itens da Agenda da O.N.U em todos itens tem a frase “empoderamento feminino”.
    Realmente o homem ser masculino esta sendo descartado, escravizado, domesticado e feminizado através de leis misandricas espalhadas pelas sementes do feminismo, as quais já atingiram todas as camadas da sociedade.

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